Chewing Gum - 2ª Temporada

Mais uma vez aqui no PPS para falar de uma das série mais amadas da minha vida, Chewing Gum. 

Se você ainda não leu a primeira resenha sobre a série: clique aqui, e se você se interessar corre lá na plataforma da Netflix e vai ver a série, ainda dá tempo. A 2ª temporada mantém o mesmo objetivo da 1ª temporada, que era falar sobre temas difíceis de uma forma bem leve e cômica. 


Começamos a série lembrando do icônico casal: Connor e Tracey terminam o relacionamento mais uma vez. Para a minha tristeza, e talvez para a sua que assiste (se não assiste: finge que tá comovido(a) também), o casal que eu mais esperava ver juntos j[a não estão mais. E a relação acabou não por falta de amor, mas sim por causa da disfunção erétil de Connor, que parece só surgir com Tracey. 

Coitada do Connor deve se sentir pressionado a proporcionar uma excelente primeira vez para Tracey, que para você que ainda não sabe ela é virgem e tem o sonho de perder a virgindade. A série acabou achando uma forma de passar uma imagem mais sensível do homem em relação ao sexo, algo em relação ao qual a sociedade exige que ele seja como uma máquina mortífera do sexo.

Nesta 2ª Temporada, vemos Tracey tendo sérios problemas de auto-estima, o que não acontecia muito, antes ela se achava uma deusa (ou a Beyoncé). Por causa dos problemas de auto-estima e sentimento por Connor, Tracey vai a uma festa onde todos que estão ali vão para fazer sexo, mas acaba se arrependendo quando descobre que lá as mulheres não podem ser rejeitadas. E acaba entendendo que é melhor alguém a desejar do que ela se sentir obrigada a fazer algo.

Muitas coisas loucas acontecem nesta 2ª temporada, como com sua irmã, Cynthia (Susan Wokoma), que antes não podia ouvir falar de sexo e agora está louca para arrumar alguém para casar só para chegar nesta parte, e claro, para jogar na cara da sua irmã que ela pode ser mais rebelde quando quer.


A família de Tracey é liderada pela mãe, Joy (Shola Adewusa), seguidora fervorosa evangélica. Ela cria as duas filhas na rédea curta, tentando mantê-las puras e seguidoras da fé, uma missão um tanto que impossível para uma mãe, afinal o que as duas filhas procuram na internet é de botar elas no purgatório.

Também vamos ver muita coisa estranha no mundo louca da melhor amiga de Tracey, Candice no final da segunda temporada passa por uma violência, da qual é vítima. É sutil, mas ela é ferida pelo namorado em algo importante para ela, que a faz se sentir humilhada a ponto de nem querer sair de casa. 

Mas através da amizade das duas podemos ver a sororidade e importância de receber apoio de outras mulheres. Esse apoio não fica só entre elas, mas se estende à Esther, avó de Candice; à mãe solteira Karly. Apesar das diferenças, em algum ponto elas se igualam: por serem mulheres, por serem pobres e por desejarem o bem para si.

A série pode ser maravilhosa, engraçada e te surpreender. Mas, infelizmente como tudo que é bom acaba, a série vai ficar na 2ª temporada. Michaela Coel, criadora, roteirista e protagonista da comédia, revelou que não está planejando fazer uma terceira temporada.

Pela conta oficial do twitter, Michaela também falou sobre o assunto: "Obrigada a todos. Chewing Gum tem sido incrível, mas esse é só o começo. Existem mais histórias para contar e os próximos serão ainda melhores.". Não é o fim da série, mas talvez demoremos a ver ela novamente. Então aproveite para ver essas duas temporadas maravilhosas. 

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