[SÉRIE] Black Mirror - Cuidado com Amigo ao Lado (4ª Temporada)

Olá para você que conseguiu sobreviver as tentações do carnaval e passou pelo período de maior tentação sexual do nosso país sem engravidar ninguém ou se engravidar. Brincadeira.


Uma expressão que virou moda ao se deparar com uma situação constrangedora proporcionada por algum avanço tecnológico: "Isso é tão Black Mirror". A série futurística da Netflix possui um imenso hype por conta das histórias contadas em episódios independentes ao longo de quatro temporadas.

É impossível não ficar chocado com algum episódio de alguma temporada e não identificar as mazelas da sociedade expostas na série do "Espelho Negro". Que, aliás, é a intenção de Black Mirror: chamar atenção para os rumos que a tecnologia nos levam e interferem na nossa convivência e no jeito de ser.

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Hoje nós vamos falar da quarta temporada de Black Mirror citando um a um os episódios que a compõe:


USS Callister:

Um dos episódios que mais chamaram atenção do público nessa temporada. Baseia-se em um criador de games amargurado que prende as pessoas em uma realidade criada por ele e manipula os acontecimentos como uma eterna série, que lembra muito "Star Trek".

O enredo até funciona, mas não lembra o suspense criado outrora por episódios de Black Mirror. Não é ruim, nem bom. Pouco para a expectativa, mas dá para perder um tempo nesse episódio.

Arkangel:

Dos poucos que de fato discutiu o abuso no uso da tecnologia. Em poucas palavras: uma mãe implanta um chip na cabeça de sua filha para decidir o que ela poderá ver. O problema é que a criança cresce e zelo da mãe se torna um fardo.

Só pelo fato de discutir uma "arma" tecnológica, ainda por cima tratando de um tema tão delicado como é a criação, já vale conferir o episódio. Uma das histórias que te deixa mais entretido, bom episódio. Dessa temporada, talvez, o melhor.

Crocodilo:

O nome do episódio é estranho. A história é estranha. Os personagens também. Uma mulher se esforça para guardar um segredo. Até que se depara com um aparelho que acessa sua memória e a projeta em uma tela. Precisa falar que deu ruim para ela?

Eu me esforcei muito para gostar desse episódio. Falhei. Foge ao estilo Black Mirror (aliás o que teve de episódio fugindo...). Em momento algum a história te prende de fato e acaba ficando maçante e repetitivo o conteúdo.

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Hang The DJ:

Um episódio fofinho em Black Mirror. O primeiro, pelo menos que eu me lembre. Trata-se de um aplicativo que calcula o tempo que um casal ficará junto. Daí em diante é tudo ideia do roteirista.
O conteúdo é bom, você se pergunta se faria o que o aplicativo de namoro pede. Se viveria uma história como aquela. É uma boa experiência.

Metalhead:

Futuro apocalíptico, robôs assassinos, humanidade devastada, blá blá blá, isso tudo que nós estamos acostumados a ver e rever em séries e filmes de todo o mundo.
Sobre esse episódio eu só tenho uma coisa a falar: não entendi foi nada.

Black Museum:

Imagine um museu onde estão guardados utensílios de alguns dos crimes mais chocantes da história da humanidade. Pois bem, é a ideia base do último episódio da série.

Funciona. As pitadas de humor sádico são importantes para o ritmo da história, mas não é um episódio para se empolgar. Dentro da própria série outros temas que pareciam mais simples, tiveram melhor acabamento. Ainda assim, vale a discussão da justiça a qualquer custo que é a proposta principal do episódio.

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1 comentários

  1. A única ressalva é Black Museum, que traz referências a episódios passados e é melhor deixar para o final para evitar leves spoilers. Hang the DJ foi o melhor da temporada, adorei ver no episódio a Georgina Campbell, é uma atriz preciosa que geralmente triunfa nos seus filmes. Recém a vi em Rei Arthur a Lenda da Espada, é um dos melhores filmes medievais, inclusive a passarão em TV, sendo sincera eu acho que a sua atuação é extraordinário, em minha opinião é a atriz mais completa da sua geração, mas infelizmente não é reconhecida como se deve.

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