[CRÍTICA] Maze Runner - A Cura Mortal

Finalmente saiu Maze Runner: A Cura Mortal, que encerra a trilogia adaptada dos livros homônimos de James Dashner. Então senta e se liga na nossa crítica. Fique tranquilo, SEM SPOILER por aqui, pode ler sem crise.

E depois de uma cacetada (literalmente) de imprevistos chega ao fim a franquia distópica Maze Runner. Adiado por dois anos devido, primeiro ao grave acidente que o ator principal Dylan O’Brien sofreu durante as gravações, para quem não sabe o cara se quebrou todo em um acidente no set de filmagens, e depois pela gravidez de Kaya Scodelario, o terceiro e último filme da série foi lançado.



Primeiramente quero esclarecer que ao menos por enquanto, irei me ater apenas aos filmes, principalmente ao último, mas prometo que em breve faço um post aqui no PPS falando sobre a relação Livros x Filmes. Sou um grande fã dos livros Maze Runner e isso merece um post solo. Me aliviem aí né.

E que devido ao atraso para o lançamento do terceiro filme e também por não ter texto aqui falando sobre os outros dois, irei tentar interpretar o papel de funcionário do mês e fazer um resumo bem do sem vergonha dos primeiros para os mais esquecidos ou desavisados. Podem me agradecer depois. Peace!

O primeiro filme, Maze Runner: Correr ou Morrer (2014) inicia a saga com Thomas (Dylan O’Brien) sem se lembrar de absolutamente nada, nem mesmo o próprio nome, sendo levado através de um elevador para um local chamado Clareira, algo como um acampamento, cercado por muros que se fecham durante a noite.

Lá ele é recebido por outros garotos, que assim como ele, chegaram da mesma forma, um a cada mês. Na Clareira existe um labirinto com umas criaturas bem sinistras onde eles acreditam estar a saída para aquele lugar. E o filme narra a luta dos clareanos tentando encontrar a saída e todas as respostas para as inúmeras perguntas que possuem. Tudo começa a sair muito do controle quando pela primeira vez também chega uma garota, Teresa (Kaya Scodelario).

O segundo filme, Maze Runner: Prova de Fogo (2015), começa exatamente de onde terminou o primeiro. Após a fuga do labirinto os clareanos são levados para as instalações do C.R.U.E.L, e ao descobrirem as reais intenções da organização que os colocou na clareira, decidem fugir e dão de cara para um sinistro deserto, onde tentarão encontrar e pedir ajuda ao Braço Direito, uma espécie de milícia resistente ao C.R.U.E.L. 

Chegamos ao terceiro e último filme da franquia, Maze Runner: A Cura Mortal (2017). E o C.R.U.E.L. segue fazendo todo tipo de cagada para tentar achar a cura para o Fulgor. Admito que estava muito ansioso em ver como eles encerrariam a trilogia, principalmente pela mudança na ordem de eventos essenciais em relação aos livros.



E embora eu certamente não seja uma espécie de Moises, nem mesmo um ungido ou escolhido, trago-lhes verdade: O filme é BOM! Saí bem satisfeito do cinema, porém, tem alguns erros gritantes ali.

A primeira coisa que digo é: Assistir A Cura Mortal sem ter lido o livro talvez te deixe com algumas dúvidas e assisti-lo sem ter visto os outros dois é impossível, tu vai ficar mais perdido que cachorro em dia de mudança. Portanto, se não assistiu aos outros dois, assista antes de ver A Cura Mortal.

Talvez esse seja o primeiro equívoco. Eles meio que sem perceber, podem ter deixado de dar atenção necessária para quem apenas viu os filmes e isso PODE fazer muita gente não acha-lo tão bom, infelizmente. Mas se você não ficar procurando chifre em cabeça de cavalo, isso passa de boas.

Tomando o cuidado para não soltar spoiler, digo que o filme começa de onde terminou o anterior, com uma passagem de tempo de seis meses (alguém me explique como o cabelo da Brenda cresceu tão rápido apenas nesse tempo?).

E já começa logo com uma cena FODA! Lembrando muito Mad Max. Vemos Thomas (Dylan O’Brien), Newt (Thomas Sangster), Caçarola (Dexter Darden), Brenda (Rosa Salazar) e Jorge (Giancarlo Esposito) tentando resgatar Minho (Ki Hong Lee) que havia sido capturado pelo C.R.U.E.L no fim do segundo filme. E agora descobrimos que a organização tem grandes planos para Thomas, que precisa fazer uma escolha bem complicada.

Isso posto, vamos logo aos pontos positivos. Gostei da decisão do diretor Wes Ball em não cair na presepada que vimos em Jogos Vorazes e Divergente, por exemplo, de dividir o último filme em duas partes. Acho que isso foi um grande acerto. Embora saibamos que essa decisão é mais comercial que qualquer outra coisa.

O filme é ação praticamente do começo ao fim. Claramente o mais caro e melhor produzido da franquia. Vemos Thomas assumindo, de fato, um papel de líder. E Dylan O’Brien mostra que tem um futuro promissor. O ator realmente deu o sangue pelo papel, e temos um Thomas bem mais maduro.

Após a sacanagem que Teresa (Kaya Scodelario) fez no filme anterior, agora ela tem um papel ainda mais determinante e o ódio que sentimos dela em Prova de Fogo pode até ser um pouco amenizado, se você for uma pessoa que não guarda rancor, claro. A personagem se mostra muito mais decidida que o próprio Thomas, quase que um contraponto.

Gostei muito que Brenda, uma das minhas personagens preferidas junto com Minho, nos livros, está ainda mais ativa e participativa. Na verdade eu gostaria muito dela como protagonista dessa saga. Ela é daquelas personagens femininas fortes e isso particularmente me agrada bastante.

Notei também que eles finalmente focaram mais na relação de amizade entre Thomas, Newt e Minho. Nos filmes anteriores isso me pareceu pouco explorado, uma vez que nos livros esse laço é muito forte. Deu para perceber a preocupação em arrumar essa parte. E Thomas Sangster está sensacional, o ator também deu vida de forma brilhante ao personagem Newt.

Quanto aos pontos negativos. Algumas passagens são alongadas demais, ficando um pouco cansativas. Embora seja um filme longo, ele pode parecer maior do que é. O que também não seria o fim do mundo, já que como decidiram fazer um só, tinha muita coisa mesmo para abordar. Porém, quando você acha que uma situação se resolveu eles vão e colocam algo mais.

Outro ponto que incomoda um pouco é a grande quantidade de Deus Ex Máquina (que é quando uma solução improvável aparece para salvar os protagonistas). Entendo que todo filme de ação tem isso, mas aqui há um leve exagero. Fica a impressão de que Thomas e os outros clareanos não conseguem resolver nada sozinhos.

Achei que a volta de um personagem também não recebeu o valor devido e a explicação ficou meio vaga. No livro ela faz todo sentido, mas no filme a gente fica com a sensação de aquilo não tinha como ocorrer.

Mas, em linhas gerais, o filme é bem legal, sério. Acredito que os pontos negativos acabam passando batido se você quiser apenas se divertir. Toda adaptação literária pode apresentar problemas, isso é normal. Não é perfeito, longe disso, mas não decepciona de forma alguma. Vale muito a pena assistir.

Lançamento: 25 de janeiro de 2017 (2h 20m)
Direção: Wes Ball
Gênero: Ficção Científica / Aventura
Nacionalidade: EUA
Nota: 🎬 🎬 🎬 🎬

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