A Era dos Filmes Desnecessários em Hollywood

Olá, como vocês estão? Ansiosos para ver a seleção brasileira entrar em campo rumo ao hexa ou com medo de tomar mais um 7 x 1 e chorar como se não houvesse amanhã? Só não vale falar que você é daqueles que dizem não estar nem aí para Copa. Vá pintar sua rua de verde e amarelo e se iludir já!

Nós vivemos um período maravilhoso graças aos inúmeros filmes de heróis bem produzidos, bonitos e que contam com uma gama de efeitos visuais que proporcionam experiências únicas para os fãs da sétima arte.


Porém, nem tudo que reluz é ouro. Um certo esgotamento nas ideias dos cinemas já é mais do que fato. E produções que parecem mais brincadeiras de mau gosto começam a pipocar nas produções mundo afora.

O que isso quer dizer? Quer dizer que não faz sentido algum criar um filme em que a estrela principal seja o Venom, por exemplo. Sim, eu sei, o Tom Hardy, que irá interpretar o vilão  do Homem  Aranha,  possui características suficientes para criar  um ótimo personagem, mas daí dar um filme para um anti-herói tão sem identificação com o público existe um abismo de distância.

Outro que ao que tudo indica terá uma produção para chamar de sua será o Coringa. Não é mentira. A DC e a Warner planejam um filme do vilão mais famoso do mundo com Jared Leto interpretando novamente o Palhaço.

Ninguém discute o tamanho da influência do Coringa na cultura pop. Só que ele é vilão do Batman. Tentar sugar do Joker um protagonismo foge dos preceitos básicos da criação do personagem que é ser a antítese do herói de Gotham.

Outro dia chegaram ao absurdo de cogitar fortemente um filme do Gambit (!!!). Cá entre nós: o que um longa do Gambit (!!!) pode acrescentar? Nada. Não seria útil para absolutamente nada a não ser arrancar dinheiro dos geeks como nós.


As produtoras perceberam onde está o caminho para El Dorado. Os filmes de heróis são muito rentáveis, isso é fato. Mas calma lá, né, galera. Não é qualquer coisa que pode sair por aí e manchar a imagem de personagens que se encaixam bem apenas como instrumento de auxílio para os grandes heróis.

Daqui a pouco vão querer fazer um filme sobre a vida do Charada, do Gavião Arqueiro, e de tantos outros que são excelentes mas não o suficiente para merecerem duas horas ininterruptas de tela.
Fica aqui meu desabafo.

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