[CRÍTICA] Os Incríveis 2

Faaala galerinha que ligava no Bom Dia e Companhia para ganhar um playstation, mas nunca participou do programa ao vivo e a única coisa que conseguia era uma surra da mãe quando a conta de telefone chegava e marcava 300 reais, como vocês estão? 

Pois bem, fui ao cinema ver o mais novo sucesso da Disney e filme pelo qual estávamos esperando há 14 anos, "Os Incríveis 2". Pensando aqui, quando o primeiro longa estreou eu tinha apenas 10 anos. Bons tempos onde minha preocupação maior era não perder o próximo episódio de Yu Gi Oh. 


A diferença entre um filme e outro é gritante. A parte gráfica do mais recente me chamou bastante atenção, as reações mais humanizadas, a riqueza em detalhes, as cores usadas, enfim, ficou muito bonito levando em conta todos os avanços tecnológicos que tivemos no hiato entre um filme e outro, nessa parte o estúdio mandou muito bem. 

O tema do longa também passa pelas atualizações temporais. Há 14 anos pouco se falava, quase nada, da divisão do papel do homem e da mulher em uma relação entre marido e mulher. Se no primeiro filme a mãe serve como uma escada para o salvador da pátria, que no caso é o seu marido, nesse a situação se inverte. 

Ai está outra grande sacada. Essa mudança de cenário faz com que os tempos atuais estejam retratados de forma fiel. Quem aqui não conhece uma família que a mãe sai para trabalhar fora e o marido se sente incomodado como o Sr. Incrível? Por mais que seja uma imbecilidade sem tamanho, esse é um dos efeitos que o machismo traz consigo. 


Vamos falar dos filhos: Violeta é a típica adolescente de filmes americanos que conhecemos. Será que todo adolescente do mundo todo é assim? Fica ai o questionamento para você adolescente. Não tem nada de mais, nem de menos. Aproveitando a bandeira do filme, faltou usar mais a menina da família, dar a ela mais empoderamento, ficou resumida a dificuldade de sair com o menino popular da escola.

O Flash, coitado, nem tem personalidade. Ele corre, derruba as coisas, mexe em tudo que não é da sua conta, enfim, uma criança com poderes, mas tão atentada quanto uma qualquer. Em alguns momentos ele chega a questionar o fato de ter que esconder seus poderes, uma tecla que o filme bate bastante, ainda assim não tem lá grandes participações.

Zezé salvou os dois. Engraçado, o mais bem dotado, não fica limitado a um poder, e os criadores exploraram de forma muito divertida essa coisa da gente ver uma criança e já começar a falar com voz de retardado. Foi um dos pontos fortes, certamente.


Esse é um filme que retrata os tempos atuais, o ponto mais alto, como disse, são as reações dos personagens, os trejeitos, tudo isso fica muito bonito na tela. Ainda assim, entregou menos do que eu esperava. Ficou devendo em explorar outras pontes que ficaram abertas.

Como a regra hoje é franquia para todos os lados, me parece que existe uma preocupação em fazer mais filmes da família de super-heróis, o primeiro, ou melhor, o segundo filme da sequência me deixou de certa forma decepcionado.

Lançamento: 28 de junho de 2018 (1h58)
Direção: Brad Bird 
Gênero: Animação 
Nacionalidade: EUA
Nota: 🎬 🎬 🎬 

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