Luke Cage (2ª Temporada)

Antes tarde do que nuca, já diria o ditado, estamos aqui novamente para falar de mais uma série da Marvel.

Fui incumbido pelo meu colega de blog Gustavo, a escrever sobre a segunda temporada de Luke Cage. Mentira, eu que pedi para fazer o texto e como ele ainda não terminou de ver os exaustivos 13 episódios, acabou cedendo.



Aliás, quem não conhece o personagem e tem curiosidade de assistir a série, tem um texto no blog falando sobre a primeira temporada do Herói de Aluguel.
  
Passados os acontecimentos de Defensores, Luke Cage está de volta agora com status de um grande herói e celebridade. Mesmo com a criminalidade o Harlem passa por um momento de calmaria, já que Luke está fazendo de tudo para garantir o bem estar da comunidade. Mas tudo muda com a chegada de John McIver, o alterego do vilão Bushmaster, que também é a prova de balas e está no bairro atrás de vingança. O embate entre os dois é inevitável.

Nessa jornada contra o vilão, Luke enfrentará grandes desafios, tendo que lidar também com Mariah Stokes e Shades. Por conta de todos esses problemas o Power Man (como é conhecido nos quadrinhos), questionará suas próprias decisões e mostrará que super-heróis possuem dentro de si um lado negro.

Esses conflitos internos são um dos pontos fortes desta temporada. O ator Mike Colter da ao personagem uma profundidade dramática, que é bem elaborada e não tinha sido tão explorada na primeira temporada.



Outro ponto positivo que vale destacar é a dramaticidade apresentada pelos antagonistas. Mustafa Shakir (Bushmaster), Alfre Woodard (Mariah Stokes) e Theo Rossi (Hernan "Shades" Alvarez) roubam a cena e entregam vilões excelentes.  

Só que infelizmente nem as boas atuações dos atores principais conseguem salvar essa nova empreitada de Luke Cage. A segunda temporada sofre do mesmo problema que a primeira: O roteiro.


A história tem tudo para emplacar, mas o ritmo dos episódios não ajuda. Após assistir os 13 episódios com certeza você vai perceber que ora o enredo quer ser frenético e cheio de ação, já em outro momento quer ser reflexivo sobre todas as questões sociais que envolvem a série. Tudo isso dentro do mesmo episódio.

Esses erros fazem de Luke Cage um seriado difícil de ser assistido. Sendo que a produção só encontra um equilíbrio nos episódios finais, mas até você chegar lá tem que ter muita paciência.

A Netflix precisa entender que a fórmula replicada nas suas séries de super-heróis já está desgastada. Claramente o número de episódios não combina com o roteiro e faz com que a história fique arrastada. Ouso dizer que se Luke Cage tivesse um número menor de episódios quem sabe não teria uma qualidade maior.  

A próxima atração da parceria entre Marvel e Netflix será lançada em setembro. Punho de Ferro irá retornar, mas dessa vez apenas com 10 episódios. Parece que a empresa de streaming entendeu que mudanças são necessárias para manter o nível das atrações.

Vale citar que Danny Rand fez uma breve aparição nessa nova temporada de Luke Cage. Mesmo se tratando de um grande fan service para aqueles que gostam dos Heróis de Aluguel, a dupla mostrou entrosamento e divertiu nos momentos em que apareceram juntos. Não duvido que futuramente vá surgir uma série dos dois.

É possível notar que os produtores tiverem uma certa cautela ao retratar todos os assuntos que envolvem a cultura negra. Seja pelas questões sociais dentro do bairro ou pelas músicas que tocam durante a série tudo foi feito com o máximo cuidado.  



Falando em música não poderia deixar de comentar sobre o Harlem Paradise. A boate é praticamente um personagem à parte. Ditando a trilha sonora da temporada através das apresentações de R&B e hip-hop. Ela aparece do início ao fim desse segundo ano e com certeza é um dos pontos altos da produção.

Por fim, a segunda temporada de Luke Cage conserta alguns erros da primeira e mostra uma evolução de um ano para o outro. Mesmo assim, essa nova aventura do Power Man decepciona pelas escorregadas do roteiro que atrapalham a evolução da história. Isso faz com que a série não seja uma obra prima, mas vale à pena dar uma conferida por conta dos diversos assuntos importantes que ela aborda.

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