[CRÍTICA] Os Jovens Titãs em Ação

Fala ai galerinha que está acompanhando o horário político com tanta indignação que já está procurando outros países para passar os próximos quatro anos, como vocês estão?


A DC está tentando entrar nos eixos nos seus filmes, já tentaram um Homem de Aço recheado de sofrência, uma coisa muito dark com Batman vs Superman, não tiveram sucesso, ai esculhambaram, jogaram tudo pro alto, pegaram todas as cores possíveis e enfiaram no meio de Esquadrão Suicida e o resultado foi pior ainda. Ai veio Mulher Maravilha, o melhorzinho da nova fase, depois uma Liga da Justiça que não convenceu nem o próprio Superman, enfim, a produtora segue correndo atrás da sua rival Marvel.

Porém, quando o assunto é animação a DC da um show a parte. Os filmes animados são, sem dúvida, o ponto forte da DC nas telonas.

Temos clássicos históricos como: A Morte do Superman, O Cavaleiro das Trevas Parte 1 e Parte 2, Liga da Justiça Sombria, Flashpoint, entre outras maravilhas dos estúdios DC que não saem da cabeça dos nerds do mundo todo.

Pois bem, dessa vez quem ganhou seu longa foram os Jovens Titãs. Para os mais desatualizados, é aquela trupe formada por Robin, Estelar, Ciborgue, Ravena e Mutano. Ou seja, alguns dos ajudantes mais famosos das histórias em quadrinhos.


Por mais que as animações da DC já chegam com uma fórmula de sucesso, essa aqui muda totalmente os paradigmas que temos. A liberdade de criação que a DC deu para os produtores deixou a animação muito interessante.

Tem brincadeiras com Deadpool, com Stan Lee, com estereótipos da própria DC, entre outras piadas que se eu contar antes vão perder a graça. De todo jeito, é uma forma completamente diferente daquilo que estamos acostumados a ver nos estúdios da DC, mesmo que em animação.

Bom, é claro que não pode faltar aquele papo piegas que existe em todo e qualquer filme baseado para uma faixa etária mais baixa. Amizade, lealdade, luxúria, enfim, tem tudo isso também, talvez até mais do que deveria ter.

A ideia de dar aos Jovens Titãs um filme próprio me parece muito acertada. Já que acaba tirando um peso das produções recentes que passaram longe de agradar ao público jovem e apresenta algumas possibilidades para o futuro dos filmes da DC.


Além de colocar heróis não muito populares em evidência, tirando a pecha de apenas ajudantes de nomes importantes como o Robin que pode, quem sabe, no futuro se desenvolver em outros filmes como Capuz Vermelho, ou trazer a tona o poder de uma das mais fortes heroínas como a Ravena. O que eu quero dizer é que a DC está em um processo de construção nos cinemas e, talvez, Os Jovens Titãs sejam a porta de entrada para um futuro próspero em grandes produções.

Outra apresentação nesse filme é a de um que está confirmado em uma produção solo do Batman, que está bem confusa mas que deve sair do papel no ano que vem. O vilão das aventuras dos Jovens Titãs é o Slade, o mesmo que já apareceu inclusive na cena pós créditos de Liga da Justiça e ganha cada vez mais espaço como um dos principais vilões no Universo DC.


Aqui vai uma curiosidade, esse personagem chegou ao Brasil como Exterminador, mas agora parece que o nome do dito cujo será o mesmo das HQS internacionais.

O filme conta ainda com músicas chicletes, participações dos heróis mais famosos, piadas com o histórico Lanterna Verde de Ryan Renolds, entre outras coisinhas que merecem ser prestigiadas no cinema.

Enfim, gostei muito de Jovens Titãs, gosto ainda mais quando penso no longo prazo e nos benefícios que o longa pode ter dado. A DC pode ter encontrado um caminho a ser trilhado nessa animação que deixou bons elementos para as produções futuras.

Lançamento: 30 de agosto de 2018 (1h24)
Direção: Aaron Horvath, Peter Rida Michail
Gênero: Animação 
Nacionalidade: EUA
Nota: 🎬 🎬 🎬 🎬 

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