Unsolved - Os Assassinatos de Tupac e The Notorious B.I.G.

Alguns mistérios rondam a humanidade desde que o mundo é mundo. Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha? Como viemos parar aqui? Existe vida fora da Terra? Se você consegue resolver algum desses mistérios, favor entrar em contato com alguma comunidade científica e avisa-los para se concentrar em outras questões.



Entre as grandes questões a serem solucionadas pela população mundial, está os assassinatos dos rappers americanos, Christopher Wallace (Wavyy Jones), conhecido como The Notorius B.I.G., e Tupac Shakur (Marcc Rose), que foram mortos em situações semelhantes.

A Netflix meteu o seu bedelho e colocou em pauta a história que cerca as mortes de Biggie e 2Pac na série: Unsolved - Os Assassinatos de Tupac e The Notorious B.I.G.. 

A produção conta detalhes da investigação que começou com o detetive Russel Poole (Jimmi Simpson), que acreditava piamente que a polícia estava diretamente envolvida nas mortes, passando para uma força tarefa federal liderada por Greg Kading (Josh Duhamel) que vai fundo nas ligações com as guangues que dominavam a cena do rap americano.


Nos anos 90 os Estados Unidos viviam um clima de tensão nas ruas graças aos violentos embates e acusações por meio das músicas entre aqueles que se denominavam West Coast, representados pelos artistas da gravadora Death Row Records, encabeçada por Tupac, e do outro lado a East Coast, da gravadora Bad Boy Records, que tinha como principal nome B.I.G..

No meio dessa guerra de palavras a coisa saiu do controle, culminando na morte dos dois rappers mais famosos dos anos 90. E desde então procuram-se respostas para os assassinatos de Tupac e Biggie. 



Por mais que pareça um simples crime de guangue, a série mostra vários motivos para fugir da crença comum. O envolvimento da polícia destacado pelo primeiro detetive do caso mostra que não se tratam de duas mortes simples.

Além de mostrar baseado em fatos reais como se deu a investigação dos dois casos, a produção procura uma nova visão sobre os assassinatos.

O relacionamento dos dois é abordado. Como se conheceram, a briga que causou a discórdia entre ambos, as acusações, a amizade que eles tiveram, o trato humano que os dois tinham, e aí está o grande diferencial da série.

Usualmente ao falarmos de Tupac e Biggie esquecemos do lado pessoal. As mortes não solucionadas são mais uma mostra de que jovens negros são brutalmente assassinados em qualquer lugar do mundo sem que responsáveis sejam encontrados e sem a devida atenção das autoridades.

Não precisamos ir muito longe para lembrarmos de um caso parecido. Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, também foi assassinada quando estava em seu carro, assim como foram mortos Biggie e Tupac, e até agora ninguém foi preso por matar ou mandar matar nenhum dos três acima citados. Coincidência?

Biggie e Tupac foram mortos ainda jovens. Um com 24 e o outro com 25 anos. Mesmo assim deixaram seu legado na música que passa de geração em geração.


A série também explora o relacionamento com as mães, como cada um era na sua vida pessoal, e a importância que a polícia deu ao caso ou como ela se importou em resolver a situação. 

Essa foi uma série policial que me encantou mais pelo trato humano dado as duas referências da música do que pela investigação. Resumindo: você vai se interessar muito mais pela história de Biggie e Tupac do que pelo desenrolar da investigação que parece ser muito enrolada, com muitos nomes passando e depois esquecidos.

Ao final de todo episódio aparecerá uma tarja lembrando que após 20 anos ninguém foi preso ou acusado das mortes de Tupac e Biggie.


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